Concebido para Lisboa, este hotel de 106 quartos adota uma abordagem arquitetónica contemporânea, assente na clareza formal, na contenção material e na expressão da construção.
A fachada combina elementos em betão pré-fabricado com vãos envidraçados e caixilharias com corte térmico, estabelecendo uma linguagem arquitetónica depurada, na qual a solidez do material se equilibra com a elegância do desenho. Uma sequência de elementos verticais em betão interrompe a acentuada horizontalidade do edifício, reforçando a sua expressão vertical.
O ritmo das superfícies opacas alterna com a transparência dos vãos envidraçados, criando uma composição de cheios e vazios que confere profundidade, textura e identidade ao edifício. À medida que a luz incide sobre as superfícies de betão, acentua-se o carácter intrínseco do material e evidencia-se a geometria da composição arquitetónica.
A fachada principal integra as duas entradas pedonais, bem como os acessos às zonas de estacionamento de autocarros e bicicletas, incorporando os requisitos funcionais do programa na própria concepção arquitectónica.

[Continuidade e Contraste]
Na fachada posterior, as escadas secundárias de evacuação assumem uma presença distinta através da utilização de materiais e cores diferentes dos aplicados no edifício principal. Este elemento introduz um contraponto intencional à composição regular da fachada, afirmando-se como um elemento vertical que quebra a uniformidade do conjunto, preservando, simultaneamente, a coerência da linguagem arquitectónica.
